Para
Deus, pecado é pecado! Deus não faz
diferença ente pecado e pecado, ou seja,
na economia de Deus não existe pecado maior,
pecado menor. Porem, não se pode deixar
de levar em conta os pecados que afetam a integridade
da comunidade cristã. Jesus exige pureza
moral da parte do seu povo, e isto Ele deixou bem
claro no início do seu ministério,
dizendo: (I Co. 5.7) Alimpai-vos, pois, do fermento
velho, para que sejais uma nova massa...” (Mt.5.48).
A Igreja
é constituída pelo povo de
Deus, criada para ser instrumento da proclamação
do evangelho e do fortalecimento da fé
cristã. (Ef. 4.15) “Antes, seguindo
a verdade em amor, cresçamos em tudo
naquele que é a cabeça, Cristo”.
(At.16.5) “... as igrejas eram fortalecidas
na fé, e cada dia crescia em número”.
Mas a Igreja de Corinto perdeu a visão
para a qual foi criada ao se tornar conivente
com práticas imorais, assim:
A Igreja de Corinto era negligente no exercício da disciplina, em vez
de disciplinar se acomodava ao pecado. Assim, aceitava membro que vivia na ilicitude
sexual, passando a ser culpada pelo pecado da conivência. Era uma igreja
tolerante com a prática sexual ilícita. (I Co. 5.2) “Estais
ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes...”. Ou seja, a pratica
da imoralidade sexual não afetava mais a sensibilidade
espiritual da igreja! A Igreja de Corinto chegou
a superar os não crentes na tolerância
ao pecado. Imagino que, assim como acontece em muitas igrejas contemporâneas,
a igreja ou algum segmento da Igreja de Corinto tinha argumentos para justificar
a sua tolerância à
imoralidade. Confessavam ser discípulos
de Jesus, mas diferiam muito pouco das
práticas dos incrédulos,
e, nesse caso, simplesmente superavam os
pagãos quando aceitavam alguém
que abusava “da mulher de seu pai”. A
Igreja de Corinto chegou a perder aquilo
que deve ser o maior objetivo da vida cristã,
“a transformação
moral”. (Ef. 3.19) E conhecer o
amor de Cristo, que excede todo o entendimento,
para que sejais cheios de toda a plenitude
de Deus.
À luz de Romanos 2.29 (“predestinou
para serem conformes à imagem
de seu Filho)” a Igreja de Corinto,
assim como tantas outras igrejas de hoje,
estava desviada do propósito da
sua predestinação. O natural
para toda Igreja e individualmente para
todo crente é a luta contra todo
tipo de pecado, especialmente aqueles
pecados que se caracterizam como práticas
pagãs. (I Co. 5.3.5) “...
o que tal ato praticou” “Seja
entregue a Satanás...”.
A
Igreja de Corinto deixou de ser um “instrumento
de transformação metafísica”.
Ela perdeu a convicção
de que a transformação
metafísica só aconteceria
através da
“transformação
moral”. (I Co. 5.7) Alimpai-vos,
pois, do fermento velho, para que sejais
uma nova massa...”
(Mt.5.48) “Sede vós pois
perfeitos, como é perfeito o
vosso Pai que está
nos céus”. A verdadeira
Igreja de Jesus Cristo, constituída
a maior autoridade espiritual sobre
a terra (Mt. 18.18), jamais será UMA
IGREJA CONIVENTE COM A IMORALIDADE,
mas estará sempre pronta a exercer
a disciplina como instrumento de purificação
e de restauração. Amem!