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Quarta-Feira, 08 de Fevereiro de 2012
 
  “É PERDOANDO QUE SE É PERDOADO” - (Mc. 11.25,26)
   
 

Sempre que Jesus fala sobre o perdão deixa implícito que trata de uma prática que transcende à realidade e imaginação humana. (Lc. 6.35). “Amai, pois, a vossos inimigos...”. Deixou bem claro que a nossa atitude para com o fracasso do nosso próximo, tanto pode abrir como fechar para nós o acesso à comunhão e compaixão divina. (Mt. 6.14,15) “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós” “Se, porém, não perdoardes ... vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”.

Vez por outro nos deparamos com pessoas angustiadas por terem praticado incontinências que se tornaram traumáticas para a sua vida e de outros, mas, arrependidas, buscam a compreensão e o perdão daqueles a quem fez sofrer. E, em muitos casos, a ofensa foi tão forte que nada além do verdadeiro perdão tem o poder de restaurar. E nós, que nos declaramos filhos de Deus, nem sempre reagimos aos clamores de perdão do nosso próximo à luz do perdão ensinado por Jesus. Na verdade, a maioria das vezes, a nossa atitude para com os nossos algozes se assemelha à do credor impenitente de Mateus 18: 23-35, que, recebedor do perdão de uma grande dívida, não teve a mesma atitude de compaixão e perdão para com o seu devedor. O credor impenitente, daí a sua alcunha, não reagiu com atitude de compaixão e perdão para com alguém que clamava o perdão por ter vivido a mesma desdita que ele viveu no passado.

O clamor do devedor aflito de nada valeu, (Mt.18.29) “... antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida”. Refletindo detidamente a respeito da atitude do credor impenitente, cumpre nos perguntarmos: será que não temos agido semelhante a ele? Acredito que você, assim como eu, já fracassou muitas vezes, não é verdade? Mas, uma coisa é certa, eu e você temos ciência dos motivos de cada um dos nossos erros, e, muitas vezes, o conhecimento desses motivos tem sido o nosso argumento para defender o nosso rancor, amargura e ódio para com os nossos ofensores. Outra coisa, como credor impenitente, empregamos pesos diferentes para avaliar as nossas falhas em relação à dos outros. Na verdade, quando erramos queremos receber compreensão, compaixão e perdão, mas, quando o erro é do outro, nos tornamos carrascos.

A capacidade para perdoar como Jesus perdoou, é subproduto da bondade e do poder reconciliador de Jesus Cristo. (Rm. 5.10) “... nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho...”. O amor de Deus, derramado em nossos corações, capacitará o nosso ser para amar e perdoar. (Rm.5.1,5) “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” “... porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”.

Portanto, só o amor de Deus nos habilitará a um viver sem angústias. Somente o amor de Deus nos traz a constância quando há crises; a paz quando há confusão; amor quando há violência e o perdão quando há transgressão. (Rm.5.3,4) “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência”. “E a paciência a experiência, e a experiência a esperança”. Assim, concluímos: Ninguém poderá praticar o verdadeiro perdão sem que tenha a capacitação do alto, que vem de Deus, nos trazendo sempre a disposição em perdoar àqueles que nos ofendem. Portanto, como está escrito: (Mc.11.25,26) “... perdoai, ...se vós não perdoardes,... vosso Pai... não perdoará as vossas ofensas”.

    Pastor Francisco Chagas

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